quarta-feira, 7 de novembro de 2012

ÍNÍCIO


Em agosto de 1914, o Royal Flying Corps tinha pouco mais de 60 aeronaves; e o Royal Naval  Air Service, da Marinha, possuía apenas uma centena, além de 7 dirigíveis; desta força, extremamente reduzida, 73 aparelhos, entre os quais prevaleciam os B. E. 2c e os Avro 504, divididos em 4 esquadrões,  foram enviados para a frente francesa.
Enquanto se recorria à indústria francesa, para satisfazer as primeiras e urgentes necessidades, nascia e se desenvolvia rapidamente uma indústria aeronáutica nacional (inglesa); dava-se isto também graças à disponibilidade de projetistas como Geoffrey de Havilland (Airco D.H. 2, B.E.2c, Airco D.H.4 e D.H.5), como Frank Barnwell (Bristol Scout e F.2b), como Herbert Smith (Sopwith Triplane e Camel); estes projetistas deram à Inglaterra aeroplanos de caça de grande qualidade. Submetida a bombardeiros alemães, sobretudo contra Londres, a Inglaterra compartilhou com a Rússia e a Itália a avaliação da importância do bombardeiro estratégico e produziu bombardeiros pesados, extremamente avançados, como o Handley Page 0/400 e o V/1500. De 1914 a 1918 as fábricas inglesas produziram mais de 40.000 aeroplanos com o ritmo máximo de 3.500 aeroplanos por mês. Entre essas fábricas figuraram: a Avro, a Armstrong-Whitworth, a Bristol, a Handley Page, a Short, a Sopwith, a Vickers e a Royal Aircraft Factory. Em 1916, foi criado o Air Ministry e, no dia 10 de abril de 1917, nasceu a Royal Air Force, que unificou, numa unidade independente, as forças aéreas do Royal Flying Corps.
Por ocasião do armistício, a RAF contava com 1.799 aeronaves em linha de fogo; durante o conflito, essa força aérea se batera corajosamente nos céus da Inglaterra, nas frentes ocidentais, e nas frentes italianas, macedônia, do Egeu  e do Oriente Médio; orgulhava-se de possuir 532 ases (com pelo menos 5 vitórias cada um); figuravam em primeiro lugar, entre eles: o Maj. Edward Mannock (73), os Ten-Cor. Billy Bishop (72) e Raymond Collishaw (60), sendo estes dois últimos canadenses, o maj. James McCudden (57) e outros pilotos com mais de 40 vitórias. Por mais que possa parecer inacreditável, Mannock era cego de um olho.

Fonte: Os aviões - Enzo Angelucci.

IMAGEM 1

BRISTOL SCOUT D (1915)

Derivado do Baby Biplane desenhado em 1913 por Frank Barnwell; nos tipos C e D entrou em serviço em quase todos os esquadrões ingleses em dois ou três exemplares, como escolta veloz. Em março de 1916, o primeiro avião inglês a chegar à linha de fogo com uma metralhadora sincronizada. Foi usado até o outono de 1916.
Fonte: Os aviões - Enzo Angelucci.

IMAGEM 2

B.E. 12 (1916)

Construído em cerca de 600 exemplares, foi substancialmente uma evolução do B.E.2, destinou-se como aparelho face aos Fokker. Constituiu um completo fracasso. Entrou em serviço em zona de guerra em 21 de agosto de 1916. Alguns B.E 12 foram utilizados como bombardeiros no Oriente Médio.


Fonte: Os aviões - Enzo Angelucci.


IMAGEM 3

AIRCO D.H.4 (1917)

 
Desenhado por Geoffrey De Havilland e considerado o melhor bombardeiro monomotor da Primeira Guerra Mundial; dele se construiram 6.295 exemplares, dos quais 4.846 nos Estados Unidos. Com o nome de Liberty Plane serviu em 13 esquadrões do Corpo Expedicionário Norte Americano. Entrou em serviço em março de 1917. 
Fonte: Os aviões - Enzo Angelucci.

IMAGEM 4

AIRCO DH2

 
Primeiro desenho de G. de Havilland para a Airco. Foi o primeiro avião inglês capaz de opor-se aos Fokker E; em janeiro e 1916 foi destinado ao 24º Esquadrão, que foi o primeiro esquadrão de aviões de caça monopostos. O ás L. G. Hawker, comandante do 24º, pilotava um D.H2, quando foi abatido por von Richthofen.
Fonte: Os aviões - Enzo Angelucci.

IMAGEM 5

F.E. 2B (1915)

Caça de dois lugares, encomendado em 1914 e posto em linha desde junho de 1915. Dele se construiram 2.190 exemplares. Distinguiu-se como um dos aviões ingleses mais eficazes. Foram os F. E. 2b que abateram os ases Max Immelman, "a de Lille" e Karl Schaefer. A partir de 1917 passou a ser empregado como bombardeiro.

Fonte: Os aviões - Enzo Angelucci.

IMAGEM 6

AIRCO D.H 5 (1917)

Avião de caça que permaneceu em linha somente oito meses, de maio de 1917 a janeiro de 1918. Projeto de De Havilland, não teve sucesso. Distinguia-se pela sua asa superior, para permitir maior visibilidade ao piloto. Os D.H 5 do 64º e do 68º. Esquadrões foram empregados em operações de ataque ao solo, em Cambrai.
Fonte: Os aviões - Enzo Angelucci.